Centro de Informações Turísticas

Recepção com atendimento bilíngüe, com informações sobre: agências de turismo náutico, locadora de autos, aluguel de barcos, agência de câmbio, marinas, hospedagens, etc...

Centro de Informações Turísticas - Praia do Anil

Endereço:
Avenida Ayrton Senna, nº 580, Praia do Anil

Telefones: (24) 3367-7826/3367-7855

Funcionamento: Diariamente: 8h as 20h.

Centro de Informações Turisticas - Santa Luzia

Endereço:
Cais de Santa Luzia, Centro

Telefones: (24) 3365-6421

Funcionamento: Diariamente: 7h as 19h.

Centro de Informações Turisticas - Rodoviária

Endereço:
Avenida Almirante Jair Carneiro Toscano de Brito, 110 - Praia da Chácara

Telefones: (24) 9966-9002

Funcionamento: Diariamente: 7h as 19h.

Trilhas em Angra dos Reis

Trilha do Ouro
Poucas trilhas no Brasil têm tanta história e poucas reúnem tanta beleza como a Trilha do Ouro, é ela um fascinante caminho colonial, construído no século XVII para escoar o ouro vindo das Minas Gerais. Prepare-se para uma verdadeira viagem pelo túnel do tempo: para percorrer a trilha, o turista pisa no “pé-de-moleque”, secular calçamento feito com enormes pedras trazidas das margens do rio Mambucaba pelos escravos.

Localizada na divisa dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, a trilha serpenteia do topo da Serra da Bocaína, a 1.540 metros de altitude, quase até o mar numa centena de quilômetros. Caminhar pela trilha do ouro é como voltar no tempo. Ela tem este nome porque servia de caminho alternativo para o contrabando de ouro, que era explorado nas minas de Ouro Preto e levado à Portugal, sem passar pela fiscalização da época.

Em toda a sua extensão podemos nos deslumbrar com um dos trechos mais exuberantes da mata atlântica, com cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego, e um cenário que começa com araucárias e hortênsias, típicas de climas mais temperados, e termina com bromélias e bananeiras tropicais, além de vários vestígios de uma época antiga ao longo do caminho, como as ruínas do antigo engenho de cana-de-açúcar e os trechos de pedra feito pelos escravos.

O ponto de partida para a Trilha do Ouro é o Parque Nacional da Serra da Bocaína, a 27 quilômetros de São José do Barreiro, cidade localizada a 174 quilômetros de São Paulo, no Vale do Paraíba. A trilha começa logo depois da corrente do parque, mas, se preferir, pode ir de Jipe até o trecho em que aparecem os primeiros vestígios de calçamento antigo. Algumas opções de hospedagem são a Pousada Vale dos Veados e a Casa da Dona Palmira. Um bom trecho da primeira parte da trilha é percorrido por pedras do antigo calçamento, um outro ponto de destaque é a Cachoeira dos Veados. A caminhada termina junto a uma ponte suspensa, depois do Rio Santo Antônio, a aproximadamente 15 quilômetros do bairro do Perequê, em Mambucaba (Angra dos Reis).

•Cachoeira dos Veados - É considerada por muitos a mais bonita da região, com duas quedas de mais de 100 metros. Fica a cerca de dois dias de caminhada, pela Trilha do Ouro, num dos locais mais preservados do Parque. O caminho também pode ser feito de moto, mountain mike ou 4X4.

•Cachoeira de Santo Izidro - A cachoeira de Santo Izidro é imperdível, fica a 1,5 km da entrada do Parque e é a cachoeira mais próxima da entrada principal do Parque. Após cruzar o primeiro rio, caminha-se mais dez minutos até chegar a uma entrada à esquerda, que leva até a cachoeira. A queda tem cerca de 70 m e possui um poço bom para banho. Na cachoeira de Santo Isidro é possível praticar o canyoning. Apesar da pouca altura, requer certa experiência e técnica. No local há furação para ancoragens.

•Cachoeira das Posses - Fica a 8 Km da entrada principal do Parque. O caminho até lá pode ser feito a pé, de moto ou veículo 4x4 (desde que com permissão). Para aqueles que vão caminhando, depois da cachoeira de Santo Isidro, é preciso pegar um atalho à esquerda, marcado por alguns totens.
Outras cachoeiras também recomendadas: Cachoeira da Mata, Poço da Água Santa, Cachoeira dos Mochileiros.

•Pedra da Marcela - Situada na crista da Serra do Mar, que faz divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a Pedra da Macela com 1.840 m de altitude é um dos pontos mais altos do município e proporciona uma vista encantadora ao aventureiros, em dias ensolarados é possível avistar a Baía de Ilha Grande, a cidade de Paraty, a Serra da Bocaina (180 km de litoral), o Vale do Paraíba e a Cidade de Cunha.
O acesso é feito pela SP 171 (Rodovia Cunha - Paraty ) para Parati, entrando no km 65. A partir daí são 4 km de estrada de cascalho até a porteira de Furnas, depois disso são mais 2 km a pé por uma trilha íngreme em estrada asfaltada, com duração de cerca de 45 min. Chegando na porteira de Furnas, deixar o carro estacionado e seguir a pé por mais 2 km. A caminhada se dá em estrada asfaltada, bem íngreme, com duração de 40 minutos a 1 hora.

No local existe uma antena retransmissora de sinais de rádio mantida por Furnas para comunicação com a Usina Nuclear de Angra dos Reis.

A geografia e ecologia da região estão localizadas dentro do Parque Nacional da Bocaina. No local não existe estrutura com banheiro ou lanchonete, por isso leve água, frutas ou lanche, boné, protetor solar, e uma sacola para não deixar o lixo no local. Duração do passeio: 3 a 4 horas.

Arredores:

•Cachoeira do Espelho - A Cachoeira do Espelho tem esse nome porque o brilho do sol em suas águas transparentes nos dá a impressão de estarmos vendo o reflexo da luz em um espelho. Essa é uma das diversas trilhas do Sertão da Caputera, bairro situado entre a Vila da Petrobrás e o Estaleiro Verolme. Pegue a estrada de barro localizada a 300 metros do trevo de acesso à Vila da Petrobrás, após a ponte siga à esquerda no sentido Capuera II. No ponto final do ônibus é que se inicia a trilha. Após 500 metros de caminhada, você terá que sair da trilha principal quebrando à esquerda e atravessando o Rio Caputera pela ponte improvisada de madeira, assim você já estará na trilha. Na maior parte do tempo, o percurso é feito em mata bem fechada, onde cachos de bromélias afloram por toda parte. Durante a caminhada, será necessário atravessar o rio novamente, só que desta vez não existe ponte, tome cuidado e escolha o melhor caminho.

•Estrada do Contorno - A Estrada do Contorno não pode verdadeiramente ser considerada uma trilha, é uma estrada pavimentada em que se pode caminhar em um dos locais mais atraentes e belos de Angra. Ela nos leva a algumas trilhas pequenas ao longo do percurso, para que possamos ter acesso a praias ainda virgens de águas cristalinas, uma gruta de pedras com saída para o mar e uma paisagem simplesmente linda. Ela se inicia no ponto final do ônibus do Retiro e termina no ponto final do ônibus de Vila Velha.

•Pedra do Caxambu - Está localizada na pequena cidade de Arapeí - SP, na parte baixa da Serra da Bocaina. Fica a 6 km do Centro da Cidade.

•Pedra do Frade - Com cerca de 1.550 metros de altura, pode ser atingida por Angra dos Reis, através da Vila do Frade (2 dias de caminhada), ou por Brejal, distrito de Bananal, situado bem acima na Serra.

•Pico do Gavião - O Pico do Gavião outro ponto de altitude também oferece uma bela vista do mar e de uma rampa de vôo livre.

•Pico do Tira o Chapéu - Localizado no Morro da Boa Vista, como o próprio nome indica, se tem uma das melhores visões da região, principalmente do alto do Pico do Tira o Chapéu, a 2.088 metros de altitude. Para se chagar até lá, as caminhadas variam de duas a quatro horas, dependendo do ponto de partida. Se você não for atleta, prefira encarar os trechos de até duas horas e meia, que já são suficientemente íngremes.
O visual é a maior recompensa: desde o início da caminhada já dá para ter uma visão de grande parte da Bocaina. E do “Tira o Chapéu”, é possível avistar com clareza a Serra da Mantiqueira, desde a região do Pico dos Marins, passando pelo Pico das Agulhas Negras e das Prateleiras, até a Pedra Selada de Visconde de Mauá. Se o tempo estiver bom, dá para ver até a Baía de Ilha Grande. Chegando no topo, a sensação de liberdade e de estar integrado à natureza fica mais forte.

•Pico da Pedra Redonda - Essa atração fica a 8km de São José do Barreiro. O passeio até o pico pode ser realizado a pé, numa caminhada moderada morro acima, ou a cavalo. Para alcançar o topo são 7km de trilha. No alto, encontram-se um Mosteiro Budista e um Parque Ecológico. A bela paisagem vale a caminhada.

•Rafting no rio Mambucaba - Quem passeia pelo calmo rio Mambucaba em sua foz, próxima à praia, não imagina o seu potencial para a aventura. Com corredeiras incríveis, é o segundo melhor rio do estado do Rio de Janeiro para a prática do rafting, só perdendo para o rio Paraibuna, em Três Rios. Esta modalidade esportiva constitui-se na descida em um bote para oito pessoas que, acompanhadas de guias, remam rio abaixo, esbarrando em pedras, rodando e levando muita água no rosto.

•Trilha Banqueta - Jussaral - A trilha se inicia no bairro da Banqueta, que localiza-se na Rodovia Rio–Santos (BR-101), a 4 km do trevo de entrada da cidade de Angra em direção a Parati). A melhor maneira de encontrá-la é seguindo pela Estrada da Banqueta e passando pelo reservatório de água, depois mantendo-se à esquerda, até encontrar uma bifurcação em uma clareira meio desmatada. Neste ponto, existe uma trilha à direita e uma descida à esquerda. A trilha que leva ao Jussaral é a da direita, a outra nos leva até o bairro do Belém Areal. Jussaral é o nome de uma antiga estação de trem, que hoje se encontra completamente abandonada. O percurso, que é totalmente em subida, era usado na Antigüidade pelos coronéis de engenhos para transporte de mantimentos que chegavam por trem, e até hoje possui alguns trechos cobertos de pedras pelos escravos. O final da trilha é exatamente nos trilhos da ferrovia, perto da estação abandonada.

•Trilha da Praia Grande - Esta trilha é bem emocionante, mas não é apropriada para pessoas inexperientes em caminhadas pela mata, pois existem vários trechos de mata que são bem fechados e possuem muitas bifurcações que confundem os caminhos. Na verdade, esta trilha também leva a várias alternativas de percurso, o mais simples e o menos arriscado é aquele da descida da Praia Grande . A trilha começa no bairro do Bonfim, que fica na Estrada do Contorno, a 3 Km do centro. Para encontrá-la, dobre a direita no primeiro cruzamento após o Clube do Chapisco. É uma rua sem saída, que no final encontra-se uma pequena trilha com ligeira inclinação para esquerda, siga sempre mantendo-se à esquerda, até encontrar uma descida íngreme por entre árvores altas, esta descida termina perto de uma casinha que fica atrás da Praia Grande.

•Trilha da Torre de Televisão - Trilha com subida bastante íngreme no início, uma parte praticamente plana no meio, e depois novamente uma ladeira bem íngreme no final. Mas todo esforço compensa. Prepare seu coração para o visual lá de cima, que é alucinante. O início da trilha fica aproximadamente a um quilômetro do trevo de acesso a Angra indo em direção ao Rio de Janeiro. Dobre à direita quando avistar algumas casas e uma subida em concreto. Este trecho em concreto é de aproximadamente 100 m, logo em seguida, encontrará uma porteira, mas não se preocupe pois tem uma passagem sempre aberta, depois é só começar a subir e apreciar o visual.

•Trilha dos Índios - A Trilha dos Índios fica localizada no bairro do Bracuí, na BR 101, no sentido Santos. Ela nos leva até a aldeia indígena dos Guaranis, que até hoje povoam as terras do município. Para ir até a aldeia, é necessário verificar se o acesso está liberado, pelo Centro de Informações Turísticas, pois muitas vezes fica proibida a entrada na aldeia. O trecho é longo e, ainda hoje, é usado pelos indígenas para transporte de alimentos e artesanato que são vendidos na beira da estrada. A trilha se inicia na entrada direita do bairro da Itinga do Bracuí. Pelo caminho, podemos encontrar cachoeiras, rios de águas claras e o melhor da mata atlântica. Uma caminhada inesquecível.

•Trilha Paraty-Mirim - Saco do Mamanguá - Com 3 horas de duração a trilha começa no povoado de Paraty-Mirim e tem como atrações o encontro do mangue com a floresta, uma aldeia indígena Guarani, ruínas de fazendas coloniais e a paisagem maravilhosa da Baía da Ilha Grande.

•Trilha Perequê - Mambucabinha - Essa é uma trilha bem curta, ideal para os iniciantes do trekking. Apesar de curta, ela possui um trecho considerável em subida, que nos leva ao topo do Morro da Boa Vista, onde podemos apreciar toda a harmonia entre o verde da mata atlântica e o azul do mar. Para achar o início da trilha, entre no bairro do Perequê, que fica no km 527 da Rio Santos, dobre à direita após a Escola Municipal Frei Bernardo, siga até encontrar as margens do Rio Perequê por aproximadamente 2 km, atravesse a ponte suspensa e suba a trilha da esquerda. Não esqueça de fechar as porteiras que encontrar pelo caminho, e não deixe de levar um cantil com água. O final da trilha é na Rodovia Rio-Santos a cerca de 500 metros do trevo da Vila Histórica de Mambucaba, uma grande opção para um refrescante mergulho.

•Trilha Pontal - Jussaral - Essa trilha nos leva até a estação de trem do Jussaral partindo do bairro do Pontal, pela BR-101, distante aproximadamente 9 km do centro para Parati. O caminho percorrido é de uma beleza contagiante, porém não é aconselhável atravessá-la sem a orientação de um guia, pois possui várias bifurcações que nos levam a caminhos errados. Se você não está em boa forma física, é bom nem tentar, pois o trecho de subida é bem íngreme e a sol aberto. Um dos momentos mais marcantes desta caminhada, é a travessia de um dos túneis da estrada de ferro que liga Angra a Barra Mansa. Não esqueça da água. Existem poucos córregos e nem sempre a água é potável. Para os mais dispostos, a pedida é retornar pela trilha Banqueta - Jussaral.

•Trilhas da Pedra da Placa - Estas trilhas partem da subida do Morro de Santo Antônio, onde fica o Convento São Bernardino de Sena, no centro da cidade, mas tem várias alternativas de percurso. Suba pelas escadas da parte esquerda do Convento, e siga sempre para cima, pelos caminhos possíveis, pois muitos deles terminam em quintais de residências particulares. Após muita subida de escada e trechos de concreto, encontramos um pequeno vestígio de trilha, um trecho de barro que vai finalizar em uma casa isolada perto da subida final. A partir daí, os caminhos serão de trilhas e poderá escolher trajetos diferentes. São três as alternativas:

•1 - Pedra da Placa - Continue a subida pela parte de trás da placa de comunicação até avistar uma grande concentração de pedras. Suba até a pedra redonda e aprecie o visual simplesmente estupefato de toda a baía de Angra ;

•2 - Baía da Enseada - Tome a descida à direita e desça a ladeira até chegar na baía, tome cuidado com alguns trechos que praticamente não têm trilha e o mato é bem alto. É bom estar vestido com calças compridas e camisas de manga, não esqueça de um bom tênis ou botas de caminhada. No final da descida, você estará na Baía da Enseada, então você pode finalizar a jornada pegando um ônibus de volta para o centro de Angra, ou se tiver ainda pique e quiser prosseguir, vá em direção ao Retiro pela Estrada do Contorno, e siga até Vila Velha, onde poderá pegar um ônibus, ou prosseguir caminhando até o centro de Angra, passando pela Praia Grande, Praia do Bonfim e pelo Colégio Naval ;

•3 - Tanguá - siga pela parte de trás da placa de comunicação à direita, pelo caminho mais plano, e vá contornando o morro até a descida que leva à praia do Tanguá. Fonte: P.M.A.R

Festa do Divino

A Festa do Divino celebra principalmente a descida do Espírito Santo em forma de línguas de fogo sobre Maria e os Apóstolos, que se encontravam reunidos no cenário de Pentecostes, conforme promessa feita por Jesus Cristo. A Festa do Divino é uma festa da comunidade, que tem origem bíblica e caráter evangelizador e promotor da fraternidade entre os homens.

De origem portuguesa, a festa nasceu em Alenquer, no século XIV, chegando a Angra dos Reis, vinda da Ilha dos Açores no século XVII. Durante o apogeu do ciclo do ouro, no século XVIII, a festa recebeu novos elementos, enriquecendo e oficializando a realeza do Imperador do Divino Espírito Santo, representado por um menino escolhido entre as famílias da cidade.
São dez dias de festa e devoção religiosa, divididos em um setenário preparatório e três dias presididos pelo Menino Imperador, que chega de barco no cais de Santa Luzia e desfila pelas ruas acompanhado pelas autoridades, grupos de danças e pela população. Durante três dias o povo assiste as missas solenes na Igreja Matriz e a parte profana da festa, composta por divertimentos populares e pelas antigas danças dos Coquinhos, Lanceiros, J ardineiras, Velhos e Marujos, que se apresentam num palco armado que simboliza o Império do Divino.
Encerrando a parte religiosa dos festejos, realiza-se no domingo de Pentecostes a solene procissão onde desfilam o Menino Imperador e seu Séqüito, as imagens do Divino Espírito Santo e de Nossa Senhora do Rosário, além das irmandades, banda de música e povo em geral. Após a procissão acontece a tradicional cerimônia da troca da coroa pelo chapéu do Menino Imperador. Em seguida, acontecem as apresentações de danças folclóricas onde é queimado o quadro Glória e grande quantidade de fogos de artifícios , terminando assim os dez dias de festejos em louvor ao Divino Espírito Santo em Angra dos Reis.

Enseada do Bananal

A origem do nome vem de uma antiga plantação de bananas que existia em uma fazenda próximo ao local. No inicio era apenas uma vila de pescadores, após a imigração japonesa no Brasil algumas famílias migraram para Angra e se fixaram no Bananal onde instalaram diversas fábricas de sardinha enlatada, essa atividade perdurou por muitos anos no Bananal, até que, com o declínio da pesca as fabricas fecharam, e deram lugar a pousadas que aproveitaram a beleza exuberante do local para dar um novo impulso ao turismo da Ilha Grande.Ainda hoje a presença da colônia japonesa continua forte e presente na Enseada do Bananal e a prova disso está nas belas e aconchegantes pousadas que são administradas por seus descendentes.

Dentre as várias atrações da Enseada do Bananal podemos citar:

Praia do BananalPraia de águas calmas e transparentes que tem como principal atrativo sua areia monazítica(areia com propriedades medicinais devido a sua composição radioativa) e suas pousadas.

Praia de Matariz que abriga um pequeno vilarejo, uma antiga fábrica de sardinha já desativada e a Igreja do Divino Espírito Santo, que tem sua calçada cravejada de vidros coloridos com temas ecológicos.




O local abriga também os restos de um helicóptero naufragado em 1998 (que vitimou o proprietário do Hotel Glória Eduardo Tapajós)
Coordenadas: GPS: 23º 9, 582' S / 44º 20, 932' W
Localização: Laje do Matariz
Profundidade: 8 m
Visibilidade: de 3/12 metros
Estado: Bom




Mirante do Bananal, onde se tem uma visão panorâmica de quase todas as praias deste lado da ilha.
Trilha Bananal – Sitio Forte
Nessa trilha, você encontrará as fazendas aquáticas de cultura de mexilhão, percorre-se também as praias de Matariz, Jaconema, Passaterra, Maguariqueçaba, do Marinheiro e o manguezal antes de chegar ao Sitio Forte.
Distancia: 5 Km
Tempo: 2h30min – 3h
Nivel: Leve

Trilha Freguesia de Santana – Bananal
Nessa trilha, percorre-se o mar próximo à Lagoa Azul (um mergulho vai muito bem lá) e também as praias da Baleia, Grumixama, de baixo, do Bananal pequeno e o Mirante do Bananal.
Distancia: 4 Km
Tempo: 1h – 1h30min
Nivel: Leve

Passeio pela Baía da Ilha Grande

Uma das grandes atrações de Angra dos Reis é sem duvida o passeio de escuna pela Baia da Ilha Grande.
Durante a alta temporada os passeios são diários e partem sempre pela manhã do cais de Santa de Luzia (centro de Angra) e duram normalmente o dia inteiro, os bilhetes são oferecidos no local por agentes credenciados e custam entre R$ 25,00 e 30,00.
durante o passeio os turistas podem apreciar toda a beleza do nosso litoral e da natureza exuberante que compõe a Ilha Grande.
Em algumas escunas são servidas refeições, cervejas, água, refrigerantes e sucos que devem ser pagos a parte, somente frutas são servidas como cortesia aos turistas.
Nos casos em que a embarcação não ofereça refeições a mesma poder ser feita nos bares e restaurantes da Praia de Japariz são várias opções e os preços variam de acordo com o prato, local, etc....
É sempre aconselhável consultar esses serviços antes do passeio e em caso de duvida leve o seu próprio lanche, sairá bem mais barato com certeza.
O roteiro dos passeios costuma ser:

Ilha de Cataguases
Areia fina e branca, águas calmas e cristalinas em tons esverdeados e azuis, esse é o cenário da ilha de Cataguases.
a escuna permanece em Cataguases por cerca de 2 horas podendo variar.
O local não possui bares nem restaurantes.






Lagoa Azul
Um dos locais mais bonitos da Ilha Grande é com certeza a Lagoa Azul suas águas rasas e cristalinas tornam o local excelente para mergulho onde os turistas podem apreciar os muitos cardumes de peixes que povoam o local.
A escuna permanece la por cerca de 1 hora podendo variar.


Praia de Japariz
Pequena vila de pescadores com vários bares, restaurantes e pousadas, onde os turistas pode fazer sua refeições, descançarem ou darem um mergulho na praia.
Pouca gente sabe mas existe uma trilha que vai de Japariz até Freguesia de Santana consute um morador local sobre como faze-la.
A escuna permanece em Japariz por cerca de 3 horas.


Freguesia de Santana
A grande atração do local além da praia
é a igreja construida no século XVII em louvor a Nossa Senhora de Santana (padroeira da Ilha Grande) e o cemitério pirata que fica próximo a praia.
A escuna permanece no local por cerca de 2 horas.


Igreja de Santana

Angra e suas Lendas

Chafariz da Carioca
Apesar do progresso, a água em Angra dos Reis, no século XIX, era vendida de casa em casa, acondicionada em barris. Uma das nascentes ficava no alto da chácara da Carioca, a água era coletada em canos de bambu até jorrar em um poço na parte mais baixa. Em 1842, a Câmara Municipal, construiu, naquele lugar, um chafariz para que a própria população pudesse abastecer-se de água. Em torno desta fonte criaram-se várias histórias, uma delas dizia que:
Era comum à tarde, as pessoas irem à fonte da Carioca para um passeio e beber água fresca e límpida que das cinco bicas jorrava. Conta lenda que quem toma água da bica do meio, não mais esquece Angra e, se dela sair, um dia volta. Também era comum os rapazes esse passeio e ao nos encontramos, trocávamos olhares, sorrisos, cumprimentos e, muito raramente tinha lugar um pequeno bate papo, uma conversa. Assim, já acontecia em fins do século passado. Sinhazinhas com suas mucamas vinham dar o seu passeio. Receber a brisa refrescante e abeberar-se da água cristalina. O frescor ao pé da fonte, o aroma das acácias, das flores das paineiras e das flores silvestres que a ela circundavam, tornavam o local paradisíaco. Os jovens da época, almofadinhas ou janotas, também apreciavam esse passeio; também olhares eram trocados, sorrisos furtivos... Certa vez um mais afoito, chega-se à mucama e, como a pedir-lhe de beber, deixa em suas mãos, um bilhete crivado de frases lindas, cheio de juras de amor e pedindo permissão para aproximar-se da jovem escolhida e que lhe foi concedido. São poucos os encontros ao pé da fonte, mas o bastante para compreenderem que se amavam. O pai da jovem ao saber desses encontros, proíbe o passeio. O rapaz apaixonado vai a fonte todos os dias, esperando rever a musa dos seus sonhos. Mas, em vão. Triste e abatido ingressa nas fileiras dos Voluntários, para a Guerra do Paraguai. Manda-lhe ainda um recado: Ainda espera encontra-la um dia. Mesmo que seja depois de morto. A moça definha dia a dia, lamentando o amor perdido. Morre o rapaz, nos campos de batalha... A jovem termina seus dias em seu leito de dor... Dizem os antigos, que em noite de lua cheia, com o luar se infiltrando e espalhando sua luz entre as folhas da paineira, é visto duas sombras, de mãos dadas, junto a fonte.

Jorge Grego
Jorge Grego navegava em direção ao Estreito de Magalhães, quando se viu perseguido por naus da Armada Inglesa. Atacado, sem meios de alcançar a Ilha Grande e já com o navio em pedaços, fundeou junto a terra mais próxima, conseguindo salvar suas duas filhas e um companheiro que logo escravizou. Com o tempo as filhas foram crescendo, a pirataria esquecida e uma rica agricultura floresceu em toda a ilha. Mas certo dia Jorge percebeu a paixão de seu escravo por uma de suas filhas. Em desespero, o pirata assassinou seu companheiro e tornou-se amante de suas próprias filhas, até que a maldição caísse sobre a ilha, e ventos nunca vistos antes, varreram de repente as casas, desapareceram as lavouras, os campos secaram, e Jorge Grego, sozinho e louco, vagou pela ilha até a morte, enterrando antes, o tesouro que acumulara.

Padroeira de Angra
Esta lenda se prende às mudanças de padroeiro da cidade fundada sob a invocação dos Reis Magos. Em 1632 um navio procurou o abrigo da enseada em meio a uma tempestade. Como por encanto, no momento em que deu entrada no porto, serenaram os elementos. Desembarcou o comandante para reparar as avarias de seu navio e informou que ia a Capitania de São Vicente levando uma imagem da Senhora da Conceição, em tamanho natural, que pertencia à Vila de Itanhaém. Os angrenses mostraram desejo de contemplar a imagem, mas o favor lhes foi negado, alegando o comandante estar ela embalada. Com essa resposta partiu o comandante, mas não foi longe, pois mal levantara âncora outra vez, e a tempestade se desencadeou com violência redobrada. De joelhos, comandante e marujos fizeram promessas à Virgem para que conseguissem retornar à baía, o que foi obtido. E uma das promessas era desembarcar a imagem, e permitir que os angrenses a entronizassem. Em terra vieram a saber que, na enseada, o mar sequer se agitara, o que pareceu mais uma prova do desejo de Nossa Senhora de permanecer em Angra dos Reis, conseguindo que a imagem fosse cedida a Angra. A imagem hoje é guardada na Matriz de Angra dos Reis.

Frade
Outra lenda é a do piedoso Frade que andou pelas regiões de Angra catequizando os índios, antes da colonização portuguesa. Numa dessas missões foi ele brutalmente assassinado pelos próprios índios, justificando o nome de uma das mais pitorescas montanhas da região. O Pico do Frade (1.640 metros de altitude) à margem da Rodovia Rio-Santos, onde se localiza hoje o Hotel do Frade.

Árvore do Nascimento
Sempre que nascia um menino na Ilha Grande, seu pai plantava uma árvore que crescia rápido e era própria para fazer canoas. Quando o filho entrava na adolescência, seu pai lhe entregava um machado e lhe ensinava a arte de serrar e entalhar sua canoa. Desta data em diante o filho já era considerado apto a trabalhar na pesca.

Convento do Carmo

A construção da Igreja teve inicio em 1593, de arquitetura simples colonial com azulejos portugueses, foi erguida por Frades Carmelitas que se estabeleceram em Angra dos Reis. Mantêm o aspecto adquirido em 1623, época do fim da construção. Abriga as imagens de Nossa Senhora da Saúde e do Cristo Crucificado. Foi tombada pelo IPHAN em 1954. Atualmente só a igreja está em em funcionamento.Conta uma antiga lenda que existia uma passagem subterrânea que ligava o Convento do Carmo ao outro importante convento da cidade, o Convento São Bernardino de Sena.